Durante os anos 80 e 90, os fliperamas eram verdadeiros templos da cultura gamer. Luzes piscando, sons eletrônicos, fichas tilintando e aquela vibração coletiva única de quem estava ali pra competir, socializar ou simplesmente passar o tempo. Mas à medida que os consoles domésticos evoluíram, os fliperamas desapareceram. E a verdade é que eles morreram não só por causa da tecnologia, mas porque não conseguiram se reinventar.
Com o tempo, ficou mais barato — e mais confortável — jogar em casa. Consoles como o PlayStation, Xbox e até mesmo PCs de entrada começaram a oferecer experiências tão boas (ou até melhores) do que aquelas das máquinas de arcade. Os fliperamas tentaram resistir com jogos de dança, simuladores de corrida ou de tiro, mas raramente inovavam além disso. Faltou visão. Faltou transformação.
E se os fliperamas tivessem apostado em algo além dos gráficos ou da nostalgia? Ambientes temáticos, realidade aumentada, experiências coletivas que não dá pra ter no sofá de casa... A magia do arcade sempre esteve mais na atmosfera do que nos jogos em si. Se tivessem feito isso, talvez ainda existissem — não como peças de museu, mas como uma alternativa real e vibrante à jogatina doméstica.
Hoje, a gente vê experiências imersivas em VR, fliperamas boutique, bares retrô... mas tudo isso é nichado. Os arcades não acompanharam a revolução tecnológica — e o público, que cresceu e se sofisticou, seguiu em frente. Eles poderiam ter sido o futuro do multiplayer presencial, mas escolheram manter o passado vivo por nostalgia, em vez de ousar criar o futuro.
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